domingo, 22 de julho de 2007

O dia em que eu nasci, moura e pereça

O dia em que eu nasci, moura e pereça,
Não o queira jamais o tempo dar,
Não torne mais ao mundo e, se tornar,
Eclipse nesse passo o sol padeça.

A luz lhe falte, o sol se lhe escureça,
Mostre o mundo sinais de se acabar,
Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
A mãe ao próprio filho não conheça.

As pessoas pasmadas, de ignorantes,
As lágrimas no rosto, a cor perdida,
Cuidem que o mundo já se destruiu.

Ó gente temerosa, não te espantes,
Que este dia deitou ao mundo a vida
Mais desgraçada que jamais se viu!

2 comentários:

Anónimo disse...

Ola! Tive de decorar este poema para apresentar a minha turma e achei-o muito bonito e sentimental. Podia fazer a sua análise para eu comparar com a minha? Obrigada

Rui Moio disse...

1. - O poema "O dia em que eu nasci, moura e pereça" pertence ao grupo dos poemas mais lidos neste blogue. Na página de estatística do blogger.com indicam-se 569 visitas.
Pelo Google Analityc saõ indicadas 560 visitas e é o 10º poema mais visitado.
2. - Os poemas são de interpretação grandemente subjectiva, embora haja sempre ou quase sempre pontos comuns. Para fomentar o debate seria agradável que apresentasse a sua interpretação, pois isso fomentaria a que eu e eventualmente outros leitores também apresentassem as suas.

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